Sempre guardei nas palavras os meus desconcertos

Reflexão do Diogo Guimarães, profissional aqui da Archés:

“sempre guardei nas palavras os meus desconcertos”
(Manoel de barros em Menino do Mato)

A terapia dá muita ênfase aos desconcertos existentes nas palavras, pelo menos tem sido assim na tradição de Freud, Jung e Hillman, cada um ao seu modo. Desconcertos foram o começo de tudo, quando Jung realizava o famoso Teste de Associação de Palavras, era no desconcerto que ele mais se atentava, não era nos acertos, mas nos erros, nos não-acertos, foi assim que percebeu que os ditos complexos afetivos eram efetivos no desconcertar a pessoa, que frente a uma tarefa simples (dizer o que lhe vinha a cabeça após a palavra estimulo) se desconcertavam tanto a ponto de demorar, rir, perder-se, falar algo que não devia. Era nos desconcertos que nós guardamos nas palavras, até então comuns e rotineiras, que nossos erros, sentimentos e nossa privada psicopatologia se vinha à tona e … Voilà! Ali nascia a psicoterapia, onde os analistas estão atentos para os desconcertos das palavras, o famosos atos falhos e chistes (piadas) psicanalíticos. Nossos erros nos conduziram para a nossa psyché (alma).

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A Archés realiza atendimentos psicoterapêuticos e também é um espaço de realização de cursos e grupos de estudos.