A saudade é o que ficou do que nunca fomos

A saudade é o que ficou do que nunca fomos

Reflexão do Diogo Guimarães – Psicoterapeuta, profissional aqui da Archés:

“A saudade
é o que ficou
do que nunca fomos.”
(Mia Couto em Poemas Escolhidos)

O duro da vida é ter que escolher. Por mais que seja magnífico poder escolher, quando escolhemos, sentenciamos, algo não será vivido. Vida não vivida, tema de análise, não importa a idade. Nas encruzilhadas da vida, optamos, seguimos caminhos, alguns nos levam a onde queríamos, outros não, ai nos arrependemos, mas também quando acertamos pensamos “será que por ali seria melhor?”. Assim, quem sabe, me arrisco a dizer que nasce o sentimento que o poeta retrata, saudade do que não se foi, quem sabe do que poderia ter sido se as circunstâncias fossem outras, se soubéssemos de antemão coisas que só aprendemos exatamente por termos percorridos este caminho e não outro, por isso, sobre isso é melhor não se culpar. Em psicoterapia podemos dedicar um tempo neste sentimento, quem sabe este meio do caminho, quando estamos em dúvida se continuamos ou voltamos, ou trocamos de trilho, sirva para uma reavaliação do que fizemos até aqui, quem sabe sirva para reafirmar os motivos pelos quais estivemos por aqui. Infelizmente o processo histórico é irreversível, contudo os próximos passos ainda estão por vir.

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A Archés realiza atendimentos psicoterapêuticos e também é um espaço de realização de cursos e grupos de estudos.