A quem a Psicologia serve?

Reflexão da Psicóloga Manoela da Rosa Marocco, profissional aqui da Archés:

‘Hillman traz uma crítica interessante sobre a própria Psicologia. Questionamentos sobre uma Psicologia que atende quase que exclusivamente às vontades de um ego-centrado. Integrar, conscientizar, adaptar, se tornam objetivos a serem alcançados na terapia/análise. Desta forma, banimos, destroçamos o que há de mais essencial à psique, que é sua diversidade (e isso inclui muitos outros seres, que não somente um ‘eu’) sua multiplicidade, sua capacidade criativa de produzir imagens/fantasias. Para onde tudo isso vai, quando nos engessamos de maneira rigorosa em atender a demanda dessa Psicologia ego-heróica? A quem essa Psicologia vem a servir?

O desconforto se faz necessário!’

“A psicologia, cujo próprio nome deriva de alma (psyché), refreou a alma de aparecer em qualquer lugar que não seja aquele sancionado por essa moderna visão de mundo. Assim como a ciência e a metafísica modernas baniram a subjetividade almada do mundo externo de eventos materiais, a psicologia negou autonomia e diversidade de almas ao mundo interno dos eventos psicológicos. Intenções, comportamento, vozes, sentimentos que não controlo com minha vontade ou com os quais não consigo me conectar com minha razão são estranhos, negativos, psicopatológicos. Toda minha subjetividade e toda minha interioridade precisam literalmente ser minhas, propriedade de minha personalidade egóica consciente. Na melhor hipótese, nós temos alma; mas ninguém diz que somos alma. A psicologia nem mesmo usa o termo alma: refere-se a uma pessoa como um self ou um ego”. (James Hillman, Re-vendo a Psicologia)

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