Cursos

A quem a Psicologia serve?

Reflexão da Psicóloga Manoela da Rosa Marocco, profissional aqui da Archés:

‘Hillman traz uma crítica interessante sobre a própria Psicologia. Questionamentos sobre uma Psicologia que atende quase que exclusivamente às vontades de um ego-centrado. Integrar, conscientizar, adaptar, se tornam objetivos a serem alcançados na terapia/análise. Desta forma, banimos, destroçamos o que há de mais essencial à psique, que é sua diversidade (e isso inclui muitos outros seres, que não somente um ‘eu’) sua multiplicidade, sua capacidade criativa de produzir imagens/fantasias. Para onde tudo isso vai, quando nos engessamos de maneira rigorosa em atender a demanda dessa Psicologia ego-heróica? A quem essa Psicologia vem a servir?

O desconforto se faz necessário!’

“A psicologia, cujo próprio nome deriva de alma (psyché), refreou a alma de aparecer em qualquer lugar que não seja aquele sancionado por essa moderna visão de mundo. Assim como a ciência e a metafísica modernas baniram a subjetividade almada do mundo externo de eventos materiais, a psicologia negou autonomia e diversidade de almas ao mundo interno dos eventos psicológicos. Intenções, comportamento, vozes, sentimentos que não controlo com minha vontade ou com os quais não consigo me conectar com minha razão são estranhos, negativos, psicopatológicos. Toda minha subjetividade e toda minha interioridade precisam literalmente ser minhas, propriedade de minha personalidade egóica consciente. Na melhor hipótese, nós temos alma; mas ninguém diz que somos alma. A psicologia nem mesmo usa o termo alma: refere-se a uma pessoa como um self ou um ego”. (James Hillman, Re-vendo a Psicologia)

Para conhecer melhor nossos profissionais conheça nosso site: http://www.arches.psc.br/profissionais.html

A Archés realiza atendimentos psicológicos e também é um espaço de realização de cursos e grupo de estudos.

 

Relação com o sintoma – Amanda Tintori

Diante de uma queixa ou sintoma, o psicoterapeuta analítico entende que não lhe cabe simplesmente resolver, eliminar ou reprimir como proposta de adaptação a uma imagem de normalidade. Com o sintoma dialogamos, nos relacionamos, pois ele não é um problema em si, e sim a tentativa psíquica de resolução do problema.

A crise na qual um indivíduo se encontra é justamente o que aponta para sua transformação.

Em terapia, torna-se possível suportá-la e sustentá-la até que possa se desdobrar num caminho em direção à individuação.

‘O trabalho analítico deve procurar aprofundar e não corrigir o inconsciente, promover na consciência uma capacidade de submergir e se relacionar com águas mais profundas’.
(O arquétipo do puer e a linguagem analítica. Chagas, L. F., Cadernos junguianos nº 4)”

 

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Texto da Amanda Tintori, profissional aqui da Archés!

Estética e a percepção do mundo – Psicólogo André Saldanha Becker

Texto de um de nossos Psicólogos, André Becker:

“Um dos caminhos abertos em uma psicoterapia baseada na Psicologia Arquetípica, como ensina James Hillman, é o da recuperação da capacidade de reagir esteticamente às imagens que nos são apresentadas pelo mundo. Estética é a percepção das coisas através da excitação sensorial e imaginativa. Ou seja, ter uma reação estética ao mundo implica em deixar que todo e qualquer objeto e acontecimento excite nossos sentidos e nos cative, nos provoque, nos arrepie, nos assuste, nos fascine. Mais do que pela compreensão racional an-estesiada, uma resposta estética permite uma atenção demorada a cada detalhe daquilo que você está vivendo. Assim, situações, pessoas e coisas são percebidas e capturadas pela sua imaginação, que passará a ser estimulada a usar a habilidade criativa que lhe é inerente: transformar fatos (perdas duras, relações frias, crises estridentes, brigas feias, lembranças amargas, situações que não cheiram bem) em Poesia”.

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(Imagem retirada de http://m.favim.fr/image/3988468/)

Palestra – Não Há Lucro nos Sonhos

Palestra – Não Há Lucro nos Sonhos

Nesta palestra vamos refletir e conversar sobre qual é a função do sonho e do sonhar, através de um debate pós-junguiano que se utiliza da dialética com eventos contemporâneos para criar reflexão psicológica a respeito da atitude do analista frente ao trabalho com os sonhos.

Local: Archés – Rua Itupava, 649 – Juvevê .
Horário: 19:00 ~~ 20:30
Investimento: 50,00

Inscrições: https://goo.gl/EXpZtm

Palestrante: Diogo Guimarães – CRP 08/21267

Grupo de Estudos – Prática Clínica em Psicologia Analítica

Grupo de Estudos – Prática Clínica em Psicologia Analítica

O grupo irá iniciar os encontros de 2019 com o livro 18/1 de C.G. Jung – Fundamentos de Psicologia Analítica (Conferencias de Tavistock)

Início: 13.02.2019

Horário: às quartas-feiras (semanall) das 16h às 18h

Ministrante: Psic. Katia Voigt – CRP 08/5715

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